O Open Talent contempla um enorme universo de modalidades de trabalho flexível e num cenário onde as barreiras geográficas caem e a tecnologia aumenta a densidade de geração de valor acabam por tornar o trabalho full time obsoleto em algumas situações.

No entanto é necessário observar como aliar geração de valor para as empresas ao mesmo tempo em que garante bem estar e crescimento profissional e pessoal para os trabalhadores.

Gig Economy, flexibilidade ou precarização?

A Gig Economy, marcada pela flexibilidade e independência no trabalho, ganhou destaque nas últimas décadas como uma alternativa ao emprego convencional de tempo integral. No entanto, a ascensão das plataformas de intermediação, embora tenha facilitado a conexão entre trabalhadores independentes e oportunidades de trabalho, também trouxe consigo desafios significativos. Os custos de intermediação impostos por essas plataformas frequentemente representam uma porcentagem considerável dos ganhos dos trabalhadores, impactando diretamente sua renda líquida e questionando a sustentabilidade financeira deste modelo.

Um aspecto crítico a ser destacado é a ineficiência do modelo de pagamento por hora na Gig Economy. Ao contrário do pagamento baseado na produtividade e responsabilidades específicas, a remuneração por hora nesse contexto não reflete necessariamente a eficiência ou a contribuição real do trabalhador. Essa abordagem, ao tratar os trabalhadores como commodities, pode gerar desigualdades e desafios para aqueles que buscam uma compensação justa por seu trabalho, questionando a equidade inerente ao sistema de pagamento horário na Gig Economy.

A consequência dessa abordagem é a potencial desvalorização do trabalho, uma vez que não há uma correlação direta entre a remuneração e a qualidade ou produtividade do serviço prestado. Isso não apenas compromete a motivação dos trabalhadores, mas também levanta questões sobre a sustentabilidade a longo prazo desse modelo, exigindo uma reavaliação cuidadosa das práticas remuneratórias na Gig Economy. Em última análise, o desafio reside em equilibrar a flexibilidade oferecida pela economia de gigs com a necessidade de garantir condições justas e compensações adequadas para os trabalhadores envolvidos.

Value Economy e DAO

O modelo Value Economy se diferencia por não vincular a remuneração à carga horária entregue, gerando uma ligação mais direta entre preço e geração de valor. O modelo baseado em venda de horas é um convite à ineficiência, como descrito pela Lei de Parkinson:

“O tempo necessário para execução de uma atividade expande-se para todo o prazo estipulado, quanto mais demorada a tarefa, mais importante parece”.

Inclusive, de forma bem humorada, costuma-se dizer que a eficiência é punida com mais trabalho, o que não deixa de ser verdade, gerando até mesmo distorções, onde atividades operacionais, táticas e estratégicas se misturam simplesmente para preencher todo o tempo adquirido.

O modelo baseado em geração de valor utiliza-se de melhorias de processo e de tecnologia para ampliar a escala do trabalhador, ao mesmo tempo em que permite que negócios escalem em seus mercados com custo mais eficiente.

Naturalmente essa abordagem exige um nível de governança mais alto o que, por si só, também é capaz de alavancar os resultados de um negócio.

Embora trabalhadores adeptos da Value Economy também possam utilizar plataformas de intermediação de negócios, como marketplaces, a abordagem mais eficiente se dá por meio da implantação de DAOs ou Organizações Autônomas Descentralizadas, onde cada membro potencialmente oferece seus serviços e também gera negócios, reduzindo a dependência de um único canal de geração de demanda.

Opental e o modelo Trusted Communities

A Opental é o primeiro ecossistema de open talent baseado em Value Economy do Brasil, e leva esta realidade ao mercado através dos seus canais de comunicação, focados na evangelização do mercado, suas comunidades abertas, com foco na integração de pessoas interessadas em conhecer mais sobre o modelo e na transformação, a partir das suas plataformas de educação e das trusted communities.

As Trusted Communities reúnem pessoas que passaram pela fase de transformação e agora estão prontas para viver a realidade da Value Economy, integradas através de uma comunidade que atua como uma DAO de geração de negócios e oportunidades.

Você pode pode dar o primeiro passo fazendo parte da nossa comunidade aberta, a Universo Opental e conhecer mais sobre o movimento, o grupo do Whatsapp é acessível através do link: https://bit.ly/opental_community